Minha vida mergulhou em um caos emocional; sim, caos emocional não é privilégio apenas das mulheres ou dos emos, nós homens desprovidos de grupos super-emotivos (a.k.a. brutos, violentos, insensíveis e tudo mais) temos sentimentos que teimam
Mergulhei de cabeça e quebrei a cara (continuando essa frase clichê e desafiando todos que duvidam que ela possa piorar) agora sei que a piscina em que me atirei estava vazia de sentimentos (e não vai parar por ai, continue lendo). No principio achei que ela estava cheia, acreditei quando me disseram isso, mas só me dei conta da verdade quando o estrago já estava feito (me superei, pode admitir).
Depois dessa experiência aquática, tive outra: mergulhei em uma crise existencial. Olhava para trás e via tudo que deixei, o quanto de dor que causei em nome de nada. Troquei pedra por vento, sendo bem elementarista. Contudo, enquanto permanecia mergulhado redescobri um grande amigo, tive um lindo sentimento, achei uma amiga e promovi outro. O grande amigo ainda é o melhor, o lindo sentimento me ajudou a levantar e seguir, a amiga continua sendo e o outro nem tanto. Mas é assim a vida. E todas essas experiências me ajudaram a conseguir uns “Óculos de Miguilim” e com eles pude ver o mundo de outra forma. A vida é curta de mais para ficar sofrendo, o tempo corre rápido de mais para ficarmos parados e a história tem personagens de mais... Em resumo: você só é importante mesmo para você, então faça valer. Corra, ria, caia, levante, passei, olhe para o sol, sinta a chuva... Acho que para evitar que isso se torne um “use filtro solar”, paro por aqui. Mas acredito que me fiz entender.
Mas sobre o título, pode perguntar o leitor mais atento. Bom, um dia conversando com uma colega e jornalista ela me disse que eu tenho um coração leviano do tipo que nunca será de ninguém. Fiquei com isso na cabeça por muito tempo. Será mesmo, me perguntava. Analisei, pensei, sonhei, dormi, sambei e cheguei a uma conclusão final: ainda não sei, mas pelo visto não.
*Como não é minha missão explica muita coisa, deixo Links. Mesmo porque, gosto muito de Zelda.
5 comentários:
Oi meu filho...
que coisa mais profunda hein?
Adorei a parte aquática... e desconhecia essa sua veia poética...
Não descobri ainda o que seriam os Óculos... não tive paciência para ler o link que vc pôs...
Mas até chorei aqui... pode falar cara... irmão existe pra isso...
Denis,
Adorei esse post. Me identifiquei demais, até porque acho que faço um pouco parte dessa história, né?
Passamos por uma história muito parecida e que se cruzou em uma parte (para minha felicidade). E que feliz encontro, mais um desses encontros fugazes mas que fazem a diferença no rumo de nossas vidas. Sai dele com um grande amigo, que sempre poderá contar comigo (vc já sabe disso, nem preciso falar nada).
Bjo grande de quem te adora muito
Olá, bom post :D
Tenha um coração leviano. Sofre menos e curte mais.
Alguns corações são levianos muito mais para si que para os outros. A piscina em que você mergulhou não estava vazia, mas simplesmente esvaziou-se rápido demais. A pedra que você trocou ao vento, nunca saberá se realmente era uma pedra sólida ou pronta para rachar. Cara, você passou por esta experiência tem 4 anos, mas eu estou vivendo o drama agora. Meu coração é leviano e sofro muito por isso. Pq não gostar de alguém para a vida inteira. Mas o coração gosta de se apaixonar por outras no meio do caminho. Viro a tal piscina vazia e passo a ser o vilão da história e talvez, a maior vítima.
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